Entre os aguaceiros e os períodos de sol, lá consegui tirar esta foto do que resta do edifício sede.
Desde que encerrou definitivamente em Julho de 2003, estas paredes lá vão dando sombra aqueles que, depois do almoço, se juntam no banquinho do passeio a fazer contas à vida, recordar os velhos tempos e dizer adeus a quem passa; e as andorinhas lá vão insistindo a fazer os ninhos no beiral, indiferentes ao que se passa lá em baixo. Curioso é que se outrora esta fábrica contribuía com os desperdícios de barro para a construção dos ninhos, quatro anos volvidos e sem produção fabril, as mesmas aves ou descendentes delas ajudam a manter viva a memória com o mesmo barro bem colado lá em cima.
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